Novamente na minha cruzada em busca de bons vinhos e - não vou o termo "barato" - com preço interessante, ou usando o lugar comum "ótima relação custo x benefício".
Já comentei anteriormente sobre os vinhos da Vinícola Aliança (clique aqui para acessar o Post), destacando o qual bons são na sua faixa de preço. O de hoje não foge a regra, um branco feito a partir da casta Chardonnay. Aromático, com grande evolução no copo, passando de cheiro de manteiga/amêndoas para algo mais cítrico como abacaxi. Acompanhou com grande categoria um suflé de batatas com sobre coxa de frango assado no vermute seco.
Vinho: Santa Colina
Casta(s): Chardonnay
Safra: 2008
Produtor: Vinícola Aliança
Região: Rio Grande do Sul
País: Brasil
Valor: R$ 10,00
terça-feira, 26 de maio de 2009
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Rolha de cortiça: amiga ou vilã do vinho.
Beber um vinho está diretamente relacionado com o ato de sacar a rolha. Corta-se a cáplusa, enfia-se o saca-rolha, puxa-se o pedaço de cortiça que esteve vendando o precioso líquido contido dentro da garrafa. Se você for um eno-metido-entendido, vai olhar e cheirar a rolha. Mas, espere, não é cortiça, parece, acho que é borracha ou plástico. Ou pior, não precisou de saca-rolhas, foi necessário só rosquear a tampa. Sim, o charme da rolha de cortiça está cada vez mais raro.
Vários são os motivos para se utilizar substitutos para a rolha de cortiça, mas o principal é o custo. As rolhas de cortiça estão mais escassas e mais caras, pois o sobreiro, árvore que produz a casca de onde é retirada cortiça, só produz na região da bacia do Mediterrâneo e abunda sobretudo na sua parte ocidental, principalmente na península ibérica. A árvore leva quase trinta anos para começar a produzir a cortiça e somente com cinquenta anos é que se tem cortiça de qualidade para se utilizar para rolhas. Assim o aumento do consumo de vinho, principalmente finos em garrafa e não em garrafão, requereu uma demanda maior de rolhas e, logo, o preço subiu. Assim esteja certo de que cada vez mais, só vinhos caros virão com rolha de cortiça.
Outro motivação é a contaminação do vinho. Estima-se (não sei qual a fonte) que 10% dos vinhos são perdidos por problemas na rolha, podendo ser contaminação por fungos presentes na rolha ou de fonte externa ou pela não correta vedação por defeito físico ou ressecamento do material.
Mais um fator é permissividade da cortiça, que por ser um material poroso permite a entrada de oxigênio na garrafa. Se por um lado é bom, pois devido a esta troca de oxigênio grandes vinhos envelhecem e melhoram muito na garrafa, pode ser inversamente péssimo para vinhos brancos e tintos comuns, pois oxidam rapidamente, perdendo suas características aromáticas e gustativas.
A dica que fica é quando abrir um vinho sempre observe a rolha, se ela foi sacada com muita facilidade, se está mole ou húmida. Também vale cheirar a rolha, pois pode indicar um vinho estragado: o cheiro de vinagre ou balsâmico- mais discreto - ou o cheiro de ovo podre - mais agressivo - são indicadores de problemas. No restaurante, quando o garçon entregar a rolha e colocar só um pouco de vinho na taça não é frescura, é uma forma de verificar a qualidade do vinho. Cheira-se a rolha na busca de algum defeito, mas mais importante é cheirar e tomar um gole do vinho, se apresentar os aromas citados acima e se na boca parecer sem corpo e muito azedo (ácido como uma limonada sem açúcar) pode ser sinal de vinho defeituoso ou estragado. E se chegar a este veridito não hesite: peça para o garçon trocar.
Assim se no próximo vinho se deparar com um corpo estranho vedando a garrafa, não se assuste, são apenas alternativas ecômicas...
Vários são os motivos para se utilizar substitutos para a rolha de cortiça, mas o principal é o custo. As rolhas de cortiça estão mais escassas e mais caras, pois o sobreiro, árvore que produz a casca de onde é retirada cortiça, só produz na região da bacia do Mediterrâneo e abunda sobretudo na sua parte ocidental, principalmente na península ibérica. A árvore leva quase trinta anos para começar a produzir a cortiça e somente com cinquenta anos é que se tem cortiça de qualidade para se utilizar para rolhas. Assim o aumento do consumo de vinho, principalmente finos em garrafa e não em garrafão, requereu uma demanda maior de rolhas e, logo, o preço subiu. Assim esteja certo de que cada vez mais, só vinhos caros virão com rolha de cortiça.
Outro motivação é a contaminação do vinho. Estima-se (não sei qual a fonte) que 10% dos vinhos são perdidos por problemas na rolha, podendo ser contaminação por fungos presentes na rolha ou de fonte externa ou pela não correta vedação por defeito físico ou ressecamento do material.
Mais um fator é permissividade da cortiça, que por ser um material poroso permite a entrada de oxigênio na garrafa. Se por um lado é bom, pois devido a esta troca de oxigênio grandes vinhos envelhecem e melhoram muito na garrafa, pode ser inversamente péssimo para vinhos brancos e tintos comuns, pois oxidam rapidamente, perdendo suas características aromáticas e gustativas.
A dica que fica é quando abrir um vinho sempre observe a rolha, se ela foi sacada com muita facilidade, se está mole ou húmida. Também vale cheirar a rolha, pois pode indicar um vinho estragado: o cheiro de vinagre ou balsâmico- mais discreto - ou o cheiro de ovo podre - mais agressivo - são indicadores de problemas. No restaurante, quando o garçon entregar a rolha e colocar só um pouco de vinho na taça não é frescura, é uma forma de verificar a qualidade do vinho. Cheira-se a rolha na busca de algum defeito, mas mais importante é cheirar e tomar um gole do vinho, se apresentar os aromas citados acima e se na boca parecer sem corpo e muito azedo (ácido como uma limonada sem açúcar) pode ser sinal de vinho defeituoso ou estragado. E se chegar a este veridito não hesite: peça para o garçon trocar.
Assim se no próximo vinho se deparar com um corpo estranho vedando a garrafa, não se assuste, são apenas alternativas ecômicas...
terça-feira, 5 de maio de 2009
Vinho da Semana: Viña Maipo Carmenère 2007

Vinho simples e honesto, mostrando ao consumidor a que veio: um vinho bom por um preço ótimo. Macio, com taninos redondos e corpo médio, fácil de gostar e beber, características da uva Carmenère, com que este vinho é feito. Aromas de frutas vermelhas e pimenta. Recomendado para massas e carnes assadas, em especial um galeto no espeto.
A termo de curiosidade, no Chile a uva Caramenère muitos anos foi cultivada como sendo a Merlot, apesar da estranheza com relação período de maturação menor e folhas levemente diferentes. Só em 1991 um especialista francês detectou que não se tratava da Merlot e sim, da Carmenère, casta praticamente extinta em seu país de origem, a França. Devido a esta história peculiar, até certo ponto, a Carmenère é considerada a uva propaganda dos vinhos Chilenos, o que eu acho uma besteira, pois fornece apenas vinhos medianos, nada comparáveis aos Super-Chilenos produzidos com outras castas (Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, etc.).
Vinho: Viña Maipo
Casta(s): Carmenère
Safra: 2007
Produtor: Viña Maipo
Região: Maipo Valley
País: Chile
Valor: R$ 16,00
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Vinho da Semana: Santa Colina Cabernet Sauvignon 2007
A Cooperativa Vitivinícola Aliança foi fundada em 1931, através de, obviamente, colonizardes italianos. Seus vinhedos são localizados na serra gaúcha, na serra do sudeste, em Encruzilhada do Sul e na região da campanha, em Santana do Livramento, fronteira com o Uruguai.
Possui cor vermelha intensa e aromas frutados de amoras e framboesas maduras. Tem bom volume de boca e médio corpo com boa persistência. Um vinho simples, sem pretensões, mas de incrível relação custo/benefício, ótimo para o dia-a-dia, ou para um churrasco com os amigos, pois combina com carnes vermelhas assadas. Por ser um tinto jovem e feito para beber jovem, deve-se servir um pouco mais gelado, à 16ºC.
Vinho: Santa Colina
Casta(s): Cabernet Sauvignon
Safra: 2007
Produtor: Cooperativa Vitivinícola Aliança
Região: Santa do Livramento / RS
País: Brasil
Valor: R$ 10,00
Possui cor vermelha intensa e aromas frutados de amoras e framboesas maduras. Tem bom volume de boca e médio corpo com boa persistência. Um vinho simples, sem pretensões, mas de incrível relação custo/benefício, ótimo para o dia-a-dia, ou para um churrasco com os amigos, pois combina com carnes vermelhas assadas. Por ser um tinto jovem e feito para beber jovem, deve-se servir um pouco mais gelado, à 16ºC.
Vinho: Santa Colina
Casta(s): Cabernet Sauvignon
Safra: 2007
Produtor: Cooperativa Vitivinícola Aliança
Região: Santa do Livramento / RS
País: Brasil
Valor: R$ 10,00
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Chegou o frio, é hora de sopa: receita de sopa de lentilha vermelha.
Sou muito suspeito para falar, pois sou um apaixonado, mas com a chegada das primeiras frentes frias surge uma vontade - outrora latente - de sorver uma deliciosa sopa. Não gosto dos buffets de sopa, pois é uma comilança só e as sopas nem sempre tem a qualidade desejável. Sou mais qualidade do que variedade ou quantidade. Prefiro sempre testar ou inventar novas receitas, assim como fazer as clássicas: caldo verde, canjiquinha, ervilha, canja, borsht.
Uma sopa que desta vez foi minha esposa quem fez, inspirada na receita do blog da Ludmila Carvalho (http://receitasdalud.blogspot.com) é a de Lentilha Vermelha com Limão. A lentilha vermelha ou Canadense pode ser encontrada em lojas de produtos árabes ou importados, e cozinha muito mais rápido que a lentilha normal, que pode ser uma substituta, bastando cozinhar mais tempo.
Ingedientes
- 1 cebola picadinha
- 2 dentes de alho picados
- 2 colher de sopa de molho de tomate
- 1/2 colheres de chá de cominho
- Algumas gotas de pimenta tabasco (a gosto)
- 1 coxa e sobre-coxa de frango
- 1 1/2 xícara de lentilhas vermelhas
- 1 cenoura grande, cortada em pedacinhos
- 7 xícaras de água
- suco de meio limão siciliano
- azeite de oliva, sal e pimenta do reino à gosto
Preparo
Temperar o frango com pimenta e sal. Em uma panela dourar bem o frango no azeite de oliva, acrescentar a cebola e alho e refogar. Adicionar o cominho, a pimenta e refogar, adicionar o molho de tomate e refogue por mais uns dois minutos. Junte duas xícaras de água, e cozinhe o frango por 10 minutos. junte e o restante da água. Quando o líquido ferver, Junte as lentilhas e a cenoura Tempere com sal e pimenta a gosto, diminua o fogo para baixo e deixe cozinhar com a tampa parcialmente cobrindo a panela por 15-20 minutos, ou até as lentilhas começarem a desmanchar. Coloque metade da sopa no liquidificador e bata. Misture a parte batida à parte que está na panela e volte a esquentar. Coloque o suco do limão e sirva em seguida.
Uma sopa que desta vez foi minha esposa quem fez, inspirada na receita do blog da Ludmila Carvalho (http://receitasdalud.blogspot.com) é a de Lentilha Vermelha com Limão. A lentilha vermelha ou Canadense pode ser encontrada em lojas de produtos árabes ou importados, e cozinha muito mais rápido que a lentilha normal, que pode ser uma substituta, bastando cozinhar mais tempo.
Ingedientes
- 1 cebola picadinha
- 2 dentes de alho picados
- 2 colher de sopa de molho de tomate
- 1/2 colheres de chá de cominho
- Algumas gotas de pimenta tabasco (a gosto)
- 1 coxa e sobre-coxa de frango
- 1 1/2 xícara de lentilhas vermelhas
- 1 cenoura grande, cortada em pedacinhos
- 7 xícaras de água
- suco de meio limão siciliano
- azeite de oliva, sal e pimenta do reino à gosto
Preparo
Temperar o frango com pimenta e sal. Em uma panela dourar bem o frango no azeite de oliva, acrescentar a cebola e alho e refogar. Adicionar o cominho, a pimenta e refogar, adicionar o molho de tomate e refogue por mais uns dois minutos. Junte duas xícaras de água, e cozinhe o frango por 10 minutos. junte e o restante da água. Quando o líquido ferver, Junte as lentilhas e a cenoura Tempere com sal e pimenta a gosto, diminua o fogo para baixo e deixe cozinhar com a tampa parcialmente cobrindo a panela por 15-20 minutos, ou até as lentilhas começarem a desmanchar. Coloque metade da sopa no liquidificador e bata. Misture a parte batida à parte que está na panela e volte a esquentar. Coloque o suco do limão e sirva em seguida.
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